O site especializado em música, NME, no qual Courtney anunciou a volta do Hole divulgou também em seu site descrições de algumas novas músicas que puderam ser ouvidas no estudio.
Lembrando que as músicas ouvidas pelo site provavelmente estão em uma versão totalmente diferente, com uma roupagem totalmente nova ou algumas modificações nas letras. No final da matéria vocês poderam conferir trechos divulgados pelo NME no qual a música Samantha aparece numa roupagem mais agressiva e com letras diferentes, e outra versão totalmente modificada de Nobody's Daughter que praticamente é ímpossivel de relacionar com a demo que vazou a dois anos atrás, a não ser pelo nome.
Ontem nós vimos CL em os seus momentos hollywoodianos de gloria. Mas é fácil esquecer que por baixo de todas essas histórias, existe uma maravilhosa estrela do rock que brilha por conta própria. No Henson Studios, nós conseguimos ouvir as versões de trabalho de algumas canções que irão acabar no novo album do Hole, o "Nobody's Daughter'.
Para manter vocês por dentro, aqui vai um pouco da história das músicas que irão substituir "Celebrity Skin".
"Samantha"
O primeiro grande single, originalmente produzida no fim das sessões com Linda Perry, tem a natureza rockstar que guiara a ressurreição do Hole. Com a força de um riff produzido por Billy Corgan, e acesa por todas as "formas" Grunge que existem, 'Samantha' anuncia o retorno do Hole e a volta do que Courtney faz melhor: 'foder uma garçonete/modelo vadia boa apenas o suficiente'. "Watch her wrap her legs around this world"(Ve-la abraçar este mundo com as pernas), Courtney rosna, do jeito que só ela consegue.
"Nobody's Daughter"
Uma reescrita completa da versão que foi tocada em sua turnê pelo Reino Unido. A faixa que leva o título do album renasceu com uma caprichada rajada de cor preta.
"Pacific Coast Highway"
Uma das primeiras músicas da sessão com Linda Perry, esta confição tem no entanto um dos momentos mais melancólicos, na veia de "Malibu". Liricamente, finalmente aborda as cicatrizes que ela ainda tem sobre a morte do marido, da forma mais brutal: "I knew a boy who came from the sea/he was the only boy who ever knew the truth about me... I knew a boy who left me so ravaged/do you even know the extent of the damage? ... I’m overwhelmed and undersexed?/Baby what did you expect?/I’m overwrought and so disgraced/I’m too ashamed to show my face/And they’re coming to take me away now/what I want I will never have/I’m on the Pacific Coast Highway/With your gun in my hand". (Eu conheci um rapaz que veio do mar / ele foi o único garoto que soube a verdade sobre mim... Eu conheci um rapaz que me deixou tão devastada / você realmente sabe a extensão do dano? ... Eu estou sobrecarregada e com falta de sexo? / Amor, o que você esperava? / Estou exausta e tão desgraçada / E com muita vergonha de mostrar meu rosto / E eles estão vindo para me levar agora / o que eu quero eu nunca terei / Estou na Pacific Coast Highway / Com sua arma na minha mão").
"Skinny Little Bitch"
Uma música divertida e com uma letra vulgar e suja, é também o som que assina o novo formato Hole de uma forma que você nem poderia imaginar.
Puncionando a mesma veia lírica de "Samantha", fala sobre Joan Jett, do The Stooges, que foi re-imaginada como a Noiva de Frankenstein.
É o som de Courtney se divertindo.
"Honey"
A mais forte e mais triste de todas as canções. E provavelmente também a melhor. 'Honey' conta a história de amor condenada dela, e de Kurt, nos mais firmes detalhes, sem uma única metáfora para atuar como rede de segurança: Did I not love you enough to save you from your doom?” (Eu não te amei o suficiente para salvá-lo de sua desgraça?) É um rock denso, levado por um refrão que vem diretamente do inferno: "He goes down, down to his bitter end..."(Ele desce, desce ao seu amargo fim...).
"Letter to God"
Courtney pediu à Linda por "Beautiful", canção que foi eventualmente lançada por Christina Aguilera. Em vez disso, ela tem esta canção, um poder confessional diretamente da Caixa de Sucessos de Perry, em que Courtney possui o menor dos créditos possível na canção, (apenas pela parte "eu nunca quis ser uma espécie de alívio cômico"), Courtney nunca esqueceu a crítica negativa do editor da NME, Conor McNicholas sobre a canção "You Keep Baby in Shoes", mas ela não dá a mínima. "Vocês são o NME, não presumi que gostassem da música. Ficaria preocupada se gostassem!"
"For Once In Your Life"
Aveludada e reflexiva, até mesmo um pouco folky. E em tempo de valsa. Esta é a Courtney entregando o seu lado Stevie Nicks.
"Codine"
Uma canção "Dylanica" triste e crua, contando uma história de amor à moda antiga entre uma garota e seu remédio. Despojada e acústica, "Codine" ainda não está terminada, mas Courtney usa as cicatrizes da sua mais recente experiência em uma fantasia hiper real. Seria a grande carta na manga sobre o assunto, se não lançassem...
"Never Go Hungry Again"
A canção "rehab" final! Mas também é a música do ultimo sobrevivente. "My dress is torn and I've got no jewels/And I'm hungry for life a little less cruel" (Meu vestido é dilacerado e não tenho jóias / E eu estou com fome para a vida um pouco menos cruel"). 'Never Go Hungry Again' realmente foi escrita ao ponto de ser apagada e reescrita várias vezes antes do resultado final, ela é simples, espojado de defesa de seu estilo de Hollywood indulgente, e uma promessa de nunca voltar atrás para maus velhos tempos. A maluquice de hoje em dia já está indo bem o suficiente.

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